O jornalismo está de luto

É com pesar que registramos, a morte do jornalista Clóvis Rossi, repórter especial e integrante do Conselho Editorial do jornal a Folha de São Paulo. Nascido em 1943, atuava na Folha desde 1980. 

É um imensa perda.

Rossi, 76 anos, dos quais 54 de profissão, era mais do que um jornalista independente. Era brilhante. Com seu estilo cortante e direto, cultuava os fatos e via no público o juiz supremo, com total direito à liberdade de expressão. 

Foi esse credo, associado à prática cotidiana, que fez dele um dos grandes jornalistas brasileiros. Com passagens em veículos influentes, como o Estadão manteve uma coluna na Folha duas vezes por semana, valorizava os fatos e a liberdade de imprensa, podendo ser definido como um democrata radical.Não temia ser rotulado, nem criticado. 

No decorrer da sua longa vida, Clóvis Rossi foi correspondente da Folha em  Buenos Aires e Madri, tendo acompanhado de perto também a transição do autoritarismo para a democracia na América Latina, como foram os casos do Brasil, Argentina e Uruguai. Acompanhou ainda a transição na Espanha, Portugal e  África do Sul. Ele era formado pela faculdade Cásper Líbero e também escreveu vários livros, dentre eles “O que é o jornalismo“, 1980; “Militarismo na America Latina“, 1990; “Enviado especial: 25 anos ao redor do mundo“, 1999).

Com a morte de Clóvis Rossi, vítima de um infarto, fica um grande vazio. O jornalismo está de luto.

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